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Trilhas da Educação - Aprender a ensinar para ensinar a sonhar

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Criado em 20 de Novembro de 2015
Trilhas da Educação - Aprender a ensinar para ensinar a sonhar
Descrição

Semear sem esperar colher. Essa não é a vontade do agricultor e da agricultora, que dependem de uma boa produção para sobreviver, para alimentar seus filhos e filhas e, até mesmo, dar de comer aos animais.

Semear sem esperar colher é uma das missões mais difíceis e mais nobres. Nem sempre a semente cai em solo fértil, mas aquelas que caem podem surpreender até o mais experiente semeador. 

Casinha simples na roça. Família humilde sem grandes ambições. Mas alguém tem um bichinho carpinteiro e não quer permanecer fazendo as mesmas coisas. E ainda tem alguém fora da família que fica cutucando. 

“Na verdade eu nunca tive muito incentivo da minha família para estudar. Quem sempre me incentivou foram os próprios professores da escola, por isso acho que houve um interesse meu em ser professora, porque eles desempenharam um papel muito importante na minha vida nesse processo de formação como pessoa. Eles que me instigaram a continuar estudando. E eu vi ali que eu poderia estar ajudando outras pessoas como eles me ajudaram, me incentivaram.”

Essa é Daiane Pavão, estudante de história na Universidade Federal da Fronteira Sul. Filha de agricultores, desejava ir além de plantar milho ou mandioca. Ela sentiu que pode semear mais...

“ Uma professora minha de biologia me disse: - Daiane você é sempre interessada nas aulas, talvez você quisesse não parar de estudar, tem uma universidade federal, ela é nova, acharia bom se você tem interesse em continuar a estudar, se inscrevesse. E eu fui fazer o Sisu, naquele ano, que era o último ano do ensino médio, que foi 2011, desculpa, foi o Enem, e acabou que eu me inscrevi, meio não acreditando, na verdade, que eu ingressaria na universidade, né. Mas quando me chamaram foi uma surpresa na verdade”

Daiane deixou o lar, a família e foi atrás de construir novos caminhos. Escolher o curso de história não foi tão difícil. Ela é curiosa. 

“ E eu sempre lia coisas a respeito, tipo idade média, como a religião lá acontecia, como são os processos de construção de uma religião. Acho que era mais isso assim, acho que o lado religioso sempre me instigou a querer história.”

Selecionada através do Sisu, Daiane carregou sua mala de expectativas para a cidade de Chapecó, a maior cidade do oeste do estado de Santa Catarina. De início, ela não pôde se dedicar somente aos estudos.

“ Como a minha família, é uma família humilde não tive ajuda financeira deles também, e durante todo este período que eu estive aqui antes do Pibid, eu trabalhei para minha permanência no curso, pra pagar minhas contas e tal. A gente tem que trabalhar, e eu só parei de trabalhar no momento em que eu entrei no Pibid. Foi o que me possibilitou parar de trabalhar e me dedicar somente à faculdade.’’

O meio que Daiane encontrou para sua permanência na universidade foi através de uma bolsa do Pibid.  Esse é um Programa de Iniciação à Docência, ou seja, os estudantes têm a oportunidade de estar em sala de aula, aprendendo a trabalhar como professores. Desde sua criação, o Pibid já concedeu mais de 90 mil bolsas para estudantes de licenciatura em todo o país.  O programa também conta com coordenadores e supervisores que auxiliam esses futuros educadores. Cerca de 6 mil escolas da educação básica da rede pública recebem os estudantes. 

O Pibid também quer incentivar que, depois de formados, esses alunos exerçam a profissão de professores. Mas encarar a missão de ser semeador, semeadora, às vezes assusta. Será que a Daiane está a fim de encarar esse desafio?

“Eu penso sim, em ser professora, sim. Eu acho até que o Pibid, que é o programa ... ele me instigou muito a continuar na sala de aula, mas antes mesmo do Pibid eu pensava sim em ser professora. Eu acredito que há uma carência muito grande de professores qualificados. E também eu pretendo dar aula em escola pública porque é onde eu acho que mais se precisa de professores com uma boa formação, é em escola pública.” 

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios.

Texto : Josiane Canterle / Narração : Fernanda Mastellari / Masterização : Milton Ferreira / Vinheta : Luiz Antônio 

Foto : Acervo Pessoal

Categoria: Boletim
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