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Trilhas da Educação: O sucesso dos alunos que consagrou o professor

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Criado em 05 de Fevereiro de 2016
Trilhas da Educação: O sucesso dos alunos que consagrou o professor
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O bicho da curiosidade não é a todo mundo que pica. E ser contaminado com o vírus da bisbilhotice científica é ainda mais difícil. Há aqueles que acreditam que isso só acontece na academia, outros acham que a curiosidade deve ser aguçada nos jovens antes que cheguem à universidade.

É o que acredita o professor Marcio de Andrade Batista. Professor da Universidade Federal do Mato Grosso, no campus de Barra do Garças, Marcio achou que podia despertar a vontade de pesquisar em estudantes do ensino médio de escolas públicas locais.

“E eu sempre tive essa vontade de levar um pouco de ensino nas escolas do ensino  médio. Na minha percepção eu achava que o ensino médio tava muito afastado da universidade, do que acontece na universidade. Não posso dizer pelos outros centros, eu posso dizer pela realidade que eu vivo aqui.” 

O professor acredita que tem uma missão que vai além da universidade.

“Levar a percepção, de uma forma bem simplificada assim de que ser pesquisador, ser cientista pode ser muito legal. Quer dizer, eu tô ajudando a formar novos pesquisadores, novos cientistas, pessoas preocupadas com o meio ambiente, umas pessoas com como usar resíduo.” 

Formado em engenharia química, hoje Marcio se reveza entre dar aulas e estudar, já que está cursando seu doutorado em engenharia mecânica. E no meio de tudo isso ainda consegue orientar e acompanhar projetos de pesquisa fora da universidade.

“Na realidade são projetos individuais, mas que são apresentados em salas de aula de forma coletiva. Por exemplo: esse ano eu peguei duas aluninhas do Maria de Lourdes, que é uma escola pobre aqui da região, localizada numa escola de bairro, bem afastado. E junto dessas duas alunas a gente desenvolveu a pesquisa para aproveitamento de soro de leite, do soro de queijo, para fabricar um pãozinho.’’

E Marcio já teve aluna premiada no Jovem Aprendiz logo em suas primeiras orientações

“Começou lá me 2011 com a Bianca. A Bianca ela ganhou  o Prêmio Jovem Cientista, recebeu uma honraria da mão da própria presidente da república. E assim, eu achava que só por essa ação já era suficiente pra que chamasse a atenção de alguém pra mostrar que a técnica, a ideia funciona.”

Desde o ano de 2011 Marcio vem desenvolvendo os projetos junto ao ensino médio por conta própria, apenas com a autorização dos diretores das escolas. O trabalho rendeu a primeira indicação de um professor brasileiro ao Global Teacher Prize, considerado o Prêmio Nobel da Educação.  Apenas 29 nações estão representadas entre os 50 finalistas. Marcio foi escolhido entre milhares de candidatos de 148 países.  O prêmio será entregue em março em Dubai.

Orgulhoso com o resultado de seu trabalho, o professor tem a sua própria filosofia:

“O sucesso de um professor é medido pelo grau de sucesso que seus alunos atingem. Eu, como professor já tenho meus prêmios, agora meus alunos serem premiados isso pra mim é a maior prova de que eu tô fazendo um trabalho bem feito e um trabalho certo.”

 

Texto: Josiane Canterle  / Narração: Fernanda Mastelari / Masterização : Jeyson Gonzaga e Wesley Lima / Vinheta : Luiz Antônio

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios.

05/02/2016

Categoria: Boletim
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