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Ciências Humanas na Base: história mobiliza maior número de contribuições

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Criado em 10 de Março de 2016
Ciências Humanas na Base: história mobiliza maior número de contribuições
Descrição

Refletir sobre as várias formas de organização social dos seres humanos no tempo e no espaço, sua produção cultural, suas formas de pensamento e os conflitos vividos em diferentes regiões do Brasil e do mundo. Essa é a proposta do ensino das ciências humanas ao longo de toda a educação básica. A área é constituída pelas matérias de história, geografia e ensino religioso, desde o ensino fundamental até o ensino médio, e sociologia e filosofia, exclusivamente, no ensino médio. O conteúdo acaba sendo trabalhado interdisciplinarmente, como explica a assessora da área na Base, professora Cláudia Ricci.

“A área de ciências humanas, ela trabalha com a formação do cidadão. E é esse cidadão crítico, criativo, como esse ser humano intervém na vida, as relações sociais, as relações de poder, então, é claro que isso gera conflitos. E a gente está, nesse processo de análise, considerando isso tudo. E não só, assim, “ah, o cidadão brasileiro”, mas em relação com todos, né. É no mundo, é no planeta terra. Então, mais importante ainda essa área de humanas para a formação do aluno.”

A história – entre as matérias que integram as ciências humanas - é a disciplina que tem recebido o maior número de contribuições no processo de elaboração da Base.  Até o início deste mês, 1.048.386 sugestões chegaram através do portal oficial basenacionalcomum.mec.gov.br. Geografia vem em segundo lugar. 

As contribuições apontam, entre outros aspectos, para uma maior articulação do ensino atual sobre civilizações antigas com o que prevê a Lei 11.645, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o que se quer para o currículo é que a Base organize todas as questões relacionadas ao tema que, invariavelmente, passa por disputas políticas e ideológicas.   

“Não é retirar o que nós já tivemos, é incluir uma história que não foi bem contada. Primeiro, a história da contribuição da nossa matriz popular da comunidade afrodescendente. Isso se estende também à educação indígena. Nós estamos hoje com nove mil indígenas fazendo graduação nas universidades e nós queremos que essa dimensão também seja incorporada ao currículo da história.”

Para os envolvidos no processo de construção do texto da Base Nacional Comum Curricular, a mobilização de diferentes segmentos em torno de questões relacionadas ao conteúdo de história demonstra a amplitude da matéria e da importância dela para a formação dos estudantes. Até 15 de março ainda é possível contribuir com sugestões. Após esse período, o trabalho continua com a realização de seminários nos estados e municípios, bem como encaminhamento de relatórios para o Ministério da Educação. Até junho, o Conselho Nacional de Educação (CNE) também recebe o conteúdo para avaliação final. 

Para mais informações, acesse  http://basenacionalcomum.mec.gov.br

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios

10/03/2016 - Sonora: Marina Fauth 

Categoria: Boletim
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