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ProJovem oferece apoio a mães e pais que desejam retornar aos estudos

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Criado em 06 de Maio de 2016
ProJovem oferece apoio a mães e pais que desejam retornar aos estudos
Descrição

Helen Mayra Rodrigues Souza, de 21 anos, sonha em concluir o ensino médio. Ainda muito jovem, aos 14 anos, engravidou do seu primeiro filho e abdicou dos estudos para se tornar mãe. Sem ter com quem deixar o filho, o sonho ficou para depois. 

“Desde os meus 14 anos eu tento voltar a estudar, eu fico com aquela esperança de poder voltar a estudar. Então eu já tinha desistido de voltar a estudar.  Pensei: “nossa, só quando meu filho for pra faculdade vou poder terminar meu ensino fundamental.” Minha mãe chegava muito tarde do serviço e aí não batia com o horário para ela poder ficar com meus filhos pra eu poder estudar.”

Agora, mãe de três meninos, Helen foi convidada a retomar os estudos por meio do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), do Ministério da Educação (MEC).  O convite foi enviado pela agenda escolar de um dos filhos. 

“Eu olhei, eu li várias vezes e pensei, não acredito. Deve ser mentira. Não é possível. Será que isso é verdade?”

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Gonçalo, em São Paulo, é uma das instituições de ensino cadastrada no ProJovem Urbano e que conta com as chamadas sala de acolhimento. Os espaços são dedicados aos filhos das estudantes e oferecem atividades recreativas, lanche e cuidados aos pequenos de zero a oito anos. 

“São inúmeros benefícios. Um ano e oito meses, eles ficam com os meus filhos enquanto eu estudo, tem um auxilio de R$ 100,00. São três horas, das sete as dez, um horário flexível, até que é bom.”

As salas de acolhimento são desenvolvidas por estados e municípios, com apoio do Ministério da Educação, conforme explica a diretora de Políticas de Educação Para a Juventude da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Claudia Veloso.

“Como uma estratégia de apoio a permanência dessas jovens até o final do curso foram implementadas, nos núcleos do programa, as chamadas salas de acolhimento. A ideia é ter uma sala de apoio com educadores, são dois educadores que existem em cada núcleo para receber essa crianças, para acolher essas crianças com carinho, com cuidado e com segurança enquanto seus pais assistem as aulas do programa.”

Segundo informações da Secadi, as salas de acolhimento colaboram não só para manter a frequência escolar dos estudantes, mas também para o desempenho e socialização desses jovens com os colegas e professores. Atualmente, mais de 58 mil estudantes com filhos estão sendo atendidos pelo ProJovem Urbano no país. 

Oferecido nas escolas públicas, o programa integra a formação básica (ensino fundamental/EJA) e a qualificação profissional inicial. Além da bolsa de R$ 100 para aqueles que atingem 75% da presença em sala, os participantes ganham todo o material didático. 

Para mais informações, acesse portal.mec.gov.br

 

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios.

06/05/2016 – Sonora: Karenina Moss 

Categoria: Boletim
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