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Trilhas da Educação - O filho da terra que quer ensinar a produzir

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Criado em 20 de Maio de 2016
Trilhas da Educação - O filho da terra que quer ensinar a produzir
Descrição

A terra era pouca, mas era terra, e produzia. Dela tirava a mandioca que alimentava gente e alimentava bicho. O trigo para o pão. O arroz para a mesa. O milho para as galinhas, para os porcos e para a polenta. E um parreiral para o vinho. Tudo o que plantava a terra retribuía. E também dava conhecimento, pouco e rude, é bem verdade, mas que era ensinado de pai para filho.

Terra que despertou a vontade de estudar e, não que fosse fácil deixar o rancho e andar longe da querência, mas foi necessário. Ainda guri, só 14 anos, Moacir Tuzzin de Moraes deixava a casa dos pais para morar no Colégio Agrícola de Frederico Westphalen, no interior do Rio Grande do Sul, hoje Instituto Federal. 

“Realizei o curso técnico entre os anos de 2003 a 2005, mas sempre gostei muito de estudar o que me levou a me interessar pelo curso de Agronomia. Assim, em 2006 ingressei no Curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria campus de Frederico Westphalen. Este campus foi criado em 2005, e eu fui aluno da primeira turma do curso de Agronomia deste campus da Universidade Federal de Santa Maria. Em 2011 ingressei no mestrado em Ciência do Solo da Universidade Federal de Santa Maria. Em 2013 ingressei no curso de Doutorado em Ciência do solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul que se localiza em Porto Alegre.” 

Já aos 28 anos de idade e com os estudos avançando a passos largos, Moacir viu uma oportunidade única de poder estudar no exterior fazendo o chamado doutorado sanduíche. Foi selecionado pela Capes e viajou para mais longe de casa, onde talvez, ainda piazito na propriedade do pai, lá no município gaúcho de Redentora, jamais pudera sonhar. 

“Meu doutorado sanduíche terá duração total de 12 meses e está sendo realizado no Instituto James Hutton em Dundee na Escócia, Reino Unido. Esta instituição é um instituto de pesquisa semelhante ao modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa no Brasil.”

A escolha deste programa de doutorado não foi por acaso, Moacir sabe onde quer chegar. 

“Eu escolhi participar deste programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, principalmente pela oportunidade de trabalhar juntamente com renomados cientistas, que são referências no meu tópico de pesquisa no mundo todo. A oportunidade de fazer parte deste programa é única na formação de novos doutores no Brasil, e com toda certeza está contribuindo e contribuirá muito para o avanço da ciência Brasileira.”

No doutorado sanduíche o estudante passa de 3 a 12 meses em uma instituição do exterior com bolsa de estudos e outros auxílios financiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes. O programa existe para apoiar a formação de recursos humanos de alto nível. E Moacir já sabe o que fazer com toda a sabedoria que lhe renderam todos estes anos e estudo e esta experiência de pesquisar junto aos melhores do mundo.

“Após a conclusão do Curso de Doutorado em Ciência do Solo, meus planos são de seguir na careira de Pesquisa e docência. Acredito que poderei contribuir com a formação de novos profissionais e o avanço da ciência no Brasil. Assim poderei retribuir para o povo brasileiro todos os investimentos que foram feitos na minha formação.”

Texto : Josiane Canterle / Narração : Fernanda Mastellari / Masterização : Jeyson Gonzaga / Vinheta : Luiz Antônio

Categoria: Boletim
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