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Trilhas da Educação - O exemplo como herança

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Criado em 07 de Julho de 2016
Trilhas da Educação - O exemplo como herança
Descrição

Muitos pais batalham a vida toda para deixar uma boa herança para os filhos. Muitas vezes, o legado pode ser o valor que se dá a terra e as coisas simples da vida. Essa é a história do agricultor Sebastião Juarez da Silva. Hoje, com 52 anos, ele ainda lembra das orientações que foram passadas pelo pai sobre os cuidados com um bem precioso: a água. 

“Meu pai quando vivo falava: meu filho, a gente tem que não só preservar, a gente tem que ter uma água fácil, como produtor, como pessoa do meio rural, a gente tem que ter água fácil. Então, era uma tristeza pra ele morar num lugar onde a água tem um certo trabalho, tem uma certa dificuldade de acesso.’’

A lição despertou em Sebastião a consciência de um maior cuidado com os recursos naturais.  Mas, as palavras ditas pelo seu pai só ganharam sentido quando ele mesmo se deparou com a escassez da água em algumas regiões próximas ao Distrito Federal, onde vive. 

“Já pude presenciar um córrego, um regato, que a gente nadava e depois de alguns anos voltar lá e não ter nada de água correndo ali. Isso é motivo de muita tristeza.’’

Diante de tanta paixão pelas coisas da terra e pelo cuidado com a água, a esposa de Sebastião o incentivou a estudar. Ele está no segundo semestre do curso técnico em Controle Ambiental, no Centro Educacional Irmã Regina, em Brazlândia, cidade-satélite do Distrito Federal. O esforço, segundo ele, também passa pela preocupação com o futuro dos filhos. 

“ É só incentivo, e eu posso dizer que esse curso técnico é um incentivo da minha esposa também, que viu que eu tinha gosto por isso. Ela disse: vai, faça esse curso técnico que vai ser muito bom pra você.  Por ela, por mim, pelos meus filhos, eu estou fazendo, porque realmente não é fácil. A gente hoje desempenhar qualquer trabalho com qualidade e ainda ir à noite pra escola, ficar ali e tal não é fácil. Bate, tem horas que bate uma canseira que diz: hoje eu desisto, hoje eu não volto. Mas a gente vai tentando se superar.’’

Mas, para chegar ao curso técnico Sebastião precisou concluir etapas que tinham ficado para trás. Ele não era analfabeto, mas só conseguiu terminar a educação básica com as oportunidades oferecidas através da Educação de Jovens e Adultos.

“ Eu terminei o ensino fundamental lá no EJA Irmã Regina. Fiz o segundo grau, o ensino médio hoje, né, terceiro ano. Comecei um curso superior, uma faculdade particular, que não concluí por situação financeira mesmo. E tô fazendo esse curso técnico já no segundo semestre.’’

A oferta de cursos técnicos que promovam a profissionalização, e revisem etapas importantes da alfabetização, é uma das estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE) para que os brasileiros retornem à sala de aula, conquistem autonomia e melhores condições de vida. Para Sebastião, esse é o maior exemplo deixado para os filhos. 

“ Tem a minha filha que tá fazendo uma faculdade, é mérito dela ali, mas assim, um pouquinho eu acho que ela tá fazendo também pela família, não só por ela, por mim, por que o incentivo eu nunca deixei de dar. Apesar da gente ser pobre, ela conseguiu financiamento, tá já quase concluindo o seu curso superior.’’

Sebastião é pai de três filhos. Além da menina que está na universidade, um está concluindo o ensino fundamental e outro o ensino médio. Hoje, quando lembra do legado deixado pelo pai, da busca pelo aprendizado, ele vê que fez bem em apostar na educação – sendo essa a melhor herança deixada para a família. 

Texto : Josiane Canterle / Narração : Fernanda Mastellari / Masterização : Jeyson Gonzaga / Vinheta : Luiz Antônio

Categoria: Boletim
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