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Trilhas da Educação - A viagem pelo mundo encantado do leite

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Criado em 09 de Setembro de 2016
 Trilhas da Educação - A viagem pelo mundo encantado do leite
Descrição

Um dos desafios da escola é motivar o estudante para que não só questione, mas também encontre respostas para muitas perguntas relacionadas a experiências pessoais, sua cultura, sua rotina em casa e na comunidade onde vive. Quando se é criança, então, tudo pode ser tão bom! Correr, brincar, e no lanche fazer bigodinho de leite. Quem nunca?! Pois foi a partir de um desses momentos curiosos que a professora Elaine Cristina Benteo aproveitou para levantar dúvidas do tipo de onde vem o leite? da caixinha ou da garrafa?. Tais respostas a despertaram para a realização de um novo projeto em sala de aula com os alunos do 2º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Pe. Nelson Ângelo Resch, em Marilena, cidade do interior do Paraná. Foi durante uma atividade sobre a origem dos alimentos que nasceu a ideia.

“Na nossa região, no município de Marilena, temos muitos produtores de leite. E alguns da sala eram filhos de produtores. Aí a primeira atividade que nós fizemos foi levar as crianças a conhecer, né, como que é feita a ordenha desse leite, aí eles conheceram as várias formas de ordenha: a manual, a mecanizada. Depois conhecemos outras propriedades, com outros produtores de leite, pra ver que não só da vaca nós podemos consumir o leite. Nós podemos consumir o leite de búfala, da cabra, da égua. Então, nós visitamos essa propriedades pra eles conhecer, pra eles vivenciarem.”

Com cerca de 6 mil habitantes e uma economia baseada na agricultura,  Marilena foi o cenário para que a professora explorasse o projeto intitulado  A origem dos alimentos: de onde vem o leite. A turma passou por indústrias, visitou propriedades, acompanhou a ordenha dos animais e vivenciou a realidade de agricultores familiares que trabalham com derivados do leite, como queijos e iogurte. A professora Elaine ainda fez com que os estudantes observassem o produto final nas prateleiras do mercado.

“Fomos ao supermercado para que eles conhecessem onde eram armazenados esses produtos no supermercado, pra fazer a leitura das embalagens, quais são os ingredientes utilizados naquele produto, prazo de validade, estudo de embalagem.”

O consumo consciente e a preocupação com o descarte das embalagens também foi tema de lição de casa. Além disso, a professora aproveitou para reunir os pais e as merendeiras para aprendessem junto com as crianças.

“Conseguimos alguns cursos para que os pais fizessem. As merendeiras da escola, também, pra que elas aprendessem a fazer novos pratos utilizando o leite que vem pra merenda escolar.”

Tamanho foi o envolvimento de todos, que um dos alunos surpreendeu: ele sugeriu a organização de uma campanha para auxiliar moradores que passavam por necessidades no município paranaense. A iniciativa, de arrecadar e doar caixas de leite, fez com que a professora apostasse ainda mais no projeto.

“Então, achei assim uma iniciativa muito interessante porque parte de uma criança, né. E aí, a gente fez essa campanha. Foi uma aceitação muito grande tanto dos pais que nos ajudaram na divulgação, na campanha propriamente dita. Eles abraçaram bem o projeto, que é uma coisa assim que nos deixa muito feliz.”

Para entregar as doações aos moradores da comunidade, a professora contou com o apoio da assistência social do município. Na oportunidade, o grupo aproveitou para conhecer o trabalho desenvolvido pela secretaria.

“É o que nós estamos precisando, resgatar um pouquinho desses valores. Então, nós fizemos essa campanha, depois nós fizemos a entrega com o pessoal da assistência social, pra eles conhecerem um pouquinho qual é a função da assistência social que é responsável por ter esse cadastro, esse acompanhamento das famílias do município. Já é um ponto interessante pra eles conhecerem, né, a função desse órgão tão importante no município, que é quem foi que destinou o leite que nós conseguimos arrecadar. Fomos juntos fazer a entrega. Foi muito interessante.”

A criatividade da professora para pensar todas essas atividades vem da paixão por educar, por alfabetizar. Graduada em pedagogia, pós-graduada em psicopedagogia e educação especial, Elaine, já com 23 anos de experiência em sala de aula, vive com o coração o processo de alfabetização, período de descoberta para as crianças.

“E quando eu comecei a estudar foi onde me encontrei, sabe. É uma profissão que eu amo, que eu adoro, e sempre gostei do processo de alfabetização que é o que me encanta. No início do ano se deparar com aquelas crianças que iniciam o ano com você totalmente iniciais, com garatujas (rabiscos) e em prazo de 3 a 4 meses você ter o prazer de vê-la lendo e escrevendo com autonomia.  Então, isso pra mim é apaixonante, é o que me motiva a buscar cada vez mais e é aonde eu me encontro. Não consigo me ver atuando em outra série que não seja de alfabetização. É a minha verdadeira paixão. É o que eu amo fazer.”

 

Texto e nar

Categoria: Boletim
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