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Novo modelo do ensino médio flexibiliza currículo e oferece escola em tempo integral

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Criado em 22 de Setembro de 2016
Novo modelo do ensino médio flexibiliza currículo e oferece escola em tempo integral
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A reforma do ensino médio foi apresentada nesta quinta-feira (22), em Brasília, como uma das prioridades do governo do presidente Michel Temer. Um novo modelo mais flexível, com foco na aprendizagem, adequado à necessidade e ao projeto de vida do aluno foi anunciado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em cerimônia no Palácio do Planalto. A principal mudança é a escolha por parte do estudante dentre as diferentes áreas do conhecimento. As disciplinas obrigatórias, nos três anos de ensino médio, serão português e matemática. Além disso, o novo modelo trará a formação técnica e profissional dentro da carga horária do ensino regular.

“O novo ensino médio, seguindo, inclusive, o que estabelece o Plano Nacional da Educação, de um lado ampliação da carga horária gradual, uma política de fomento a implementação de escolas em tempo integral e ao mesmo tempo flexibilidade do currículo com possibilidade de cinco ênfases: linguagem, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica profissional e por fim autonomia para os sistemas de ensinos estaduais criarem seus currículos e políticas.”

O aumento das escolas em tempo integral também é um dos eixos da nova política. Para isso, o governo prevê o investimento de mais de R$ 1,5 bilhão nos próximos dois anos. 

“[A] implementacão da política da escola em tempo integral, a partir do primeiro semestre de 2017. Nós pretendemos atender 500 mil jovens em escolas em até 2018, o que retira jovens muitas vezes da vulnerabilidade nas grandes e médias cidades do Brasil e garante uma educação pública de qualidade.”

A carga horária continuará sendo de 2.400 horas, sendo o limite máximo de 1.200 horas para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As demais 1.200 horas serão voltadas para o currículo flexível. De acordo com o ministro, as mudanças serão feitas de forma gradual, respeitando, inclusive, o prazo necessário para a conclusão do documento da Base – prevista para o primeiro semestre do próximo ano. 

Para o presidente da República, Michel Temer, mesmo com o ajuste fiscal, o governo não reduzirá verbas para educação. 

“Queremos, aliás, dar um salto de qualidade na educação brasileira. Isso é fundamental em um país com mais de 1,5 milhão de jovens excluídos da escola e do trabalho. No nosso governo não haverá redução de verbas para educação. Se de um lado nós temos responsabilidade fiscal que importa em uma austeridade, por outro lado nós temos que ter responsabilidade social e voltar os nossos olhos para a educação.”

Os resultados do ensino médio no IDEB 2015 revelam que o País está estagnado, de acordo com as últimas quatro avaliações, em um patamar abaixo da meta desejada. Apenas duas redes estaduais ultrapassaram a meta prevista. Além disso, o país ainda tem 1,7 milhão de jovens, de 15 a 17 anos, fora da escola. 

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios.

22/09/2016 – Sonora: Sandra Fontella

Categoria: Boletim
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