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TRILHAS DA EDUCAÇÃO: DA DEDICAÇÃO DE LER E ESCREVER ATÉ O PÓDIO OLÍMPICO

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Criado em 07 de Outubro de 2016
TRILHAS DA EDUCAÇÃO: DA DEDICAÇÃO DE LER E ESCREVER ATÉ O PÓDIO OLÍMPICO
Descrição

Há certos prazeres que são indescritíveis e que influenciam as principais escolhas para a vida. Há quem goste de esportes, outros que se realizam fazendo cálculos ou desenhos. E há quem prefira escrever, como o estudante que vamos conhecer hoje: Carlos Iury Holanda da Silva. Iury é morador da cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Ele cresceu entre os livros da madrinha, formada em Letras. Ao se apaixonar pela leitura, encantou-se também pela escrita.

“E eu sempre ficava passeando nesse mundo da literatura infantil, sempre li também grandes clássicos da literatura, desde novinho. Então, a leitura e o gosto pela escrita sempre veio comigo.”

Levando em sua bagagem todo tipo de leitura, eis que chega um desafio novo. A princípio, lhe pareceu só mais uma prova, mas ao final, esse teste mostrou a Iury do que ele pode ser capaz. Inicialmente, a professora pediu uma redação, valendo nota. Mas, o real propósito era a Olimpíada da Língua Portuguesa.

“Escrever é difícil porque não é uma prova objetiva que você vai marcando questões e tenta a sorte, geralmente. Um texto tem que ser objetivo, um texto tem que ser claro é único, não há outro texto igual. É o seu e ele tem que ser bom. Então, eu me dediquei muito no texto. Eu quase desisti porque eu fazia versões e a professora falava: não, não tá legal, faça outra. Aí, eu ia, escrevia de novo, pegava a parte de um texto, juntava com outro foi uma história louca até que chegou naquela versão.”

A última versão do texto de Iury foi escolhida entre dezenas de outras redações, na edição de 2014 do evento, todos com o tema: O Lugar Onde Vivo. Esse assunto inspirou Iury e o fez se posicionar sobre um tema bastante polêmico na cidade: a demolição de uma praça histórica.

“Essa temática, na época em que eu escrevi o texto, havia muitas divisões. Porque as pessoas, a maioria das pessoas queria a demolição e outras queriam a preservação do monumento histórico, né. Então, eu fui pro lado de preservação da Praça Portugal.”

Após a seleção do seu texto na Olimpíada da Língua Portuguesa, para representar a escola na fase estadual, o estudante, tempos depois, foi surpreendido por um telefonema da professora Helena. 

“Aí, você sabe. O frio na barriga começou a começar, surgiu por que eu nunca tinha viajado ainda pra outro estado, nunca tinha ido viajar de avião. Então, quando eu soube que, se eu passasse daquela fase, eu iria para outra fase - e que seria em outro estado-, aí sim, aí caiu a real que eu estava participando da Olimpíada da Língua Portuguesa.”

E o estudante cearense foi um dos cinco medalhistas de ouro na Olimpíada da Língua Portuguesa de 2014. Mas para ele, ser um dos grandes campeões, não foi a parte mais importante desse concurso.

“Mas, quando eu fui pras semifinais, eu tive aquele contato com outros alunos. Eu tive uma experiência profunda com artigo de opinião, pude debater, sobre prós e contras, ter experiência com outros professores renomados, doutores, mestres, enfim. Pude conhecer a língua portuguesa de uma forma que eu jamais imaginaria que eu conheceria. Nas semifinais eu já estava satisfeito. Se a Olimpíada pra mim acabasse ali eu já estaria, assim, muito feliz, por que eu tive uma experiência nas semifinais, eu posso considerar que foi melhor que a final. Porque não é apenas ir pra Brasília e esperar o resultado. A gente teve oficinas, a gente teve debates, eu tive contato com outros mestres, doutores, alunos. Então, então isso enriqueceu muito e foi o que me direcionou a escolher o curso que eu hoje curso, né, que é o curso de letras.”

Enquanto Iury recebia sua medalha, a professora Maria Helena Martins já estava colocando a segunda. Foi ela que orientou Iury nessa jornada. Helena já havia recebido medalha de prata em 2012, ano em que Escola de Ensino Fundamental e Médio Renato Braga começou a participar da Olimpíada.

Texto: Josiane Canterle; Narração: Fernanda Mastellari; Masterização: Jeyson Gonzaga e vinheta: Luiz Antônio

 

Categoria: Boletim
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